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Actividades no Templo

27.3.17

Hatha Yoga: terças e quintas ás 19:30h
Lutsel: terças e quintas às 9:00h

Lutsel

5.2.17



Lutsel é um conjunto de exercícios que integram o movimento e a respiração com vista ao equilíbrio do corpo físico e energético. Desenvolvido ao longo de 20 anos de prática de vários métodos e técnicas, o Lutsel surgiu como uma integração de todas elas no sentido de encontrar a estabilidade física e psicológica. A prática destes exercícios beneficia a saúde, melhora a postura e a vitalidade, constituindo ainda uma excelente preparação ou complemento para a meditação.
Maria José

Mestre de Yoga chega a Portugal-Beja, há 1700 anos. A pé.

29.1.17


Foi descoberto um esqueleto, em posição de Yoga, em Beja. 
O corpo em causa era de um mestre. que chegou a portugal há 1700 anos. A pé.
No século III d. C, o movimento Yoga estava praticamente circunscrita a uma área do planeta. 
Daí a surpresa por terem sido encontrados vestígios da presença de um mestre em Beja tão antigos.
                                             Carlos Dias, 22 de Janeiro de 2017, Público

Lutsel

10.1.17

Lutsel (sânscrito - significa exercício) é um conjunto de exercícios que integram o movimento e a respiração com vista ao equilíbrio do corpo físico e energético. Foi desenvolvido por mim, ao longo de 15 anos da minha prática de vários métodos e técnicas que aprendi. O Lutsel surgiu como uma integração de todas elas no sentido de encontrar a estabilidade física e psicológica. A prática destes exercícios beneficia a saúde, melhora a postura e a vitalidade, constituindo ainda uma excelente preparação e complemento para a meditação. 
Maria José

Lutsel

Começámos o dia com Lutsel às 9:00h, com muita energia.***

Horário das actividades no Templo Shangri-La





Segundas às 19:15h - Meditação para crianças
Terças às 9:00h - Lutsel
Terças às 19:30h - Hatha Yoga
Quartas às 19:30h - Meditação II (alunos que praticam no Templo há mais de 2 anos)
Quintas às 9:00h - Lutsel
Quintas às 19:30h - Hatha Yoga

Oração de um Yogue

21.9.11

" Curvo-me perante o mais nobre dos sábios, Patañjali, que
nos trouxe paz ao espírito com o seu trabalho de yoga,
clareza à linguagem com o seu trabalho de gramática
e pureza ao corpo com o seu trabalho de medicina."
Noa Belling, Yoga, Ed. Estampa

Hatha Yoga e Meditação

20.9.11

A paz está a cada passo.
O sol brilhante e vermelho é o meu coração.
Cada flor sorri comigo.
Quão fresca é a brisa que corre.
A paz está a cada passo.
Transformando em alegria a jornada sem fim.
"Tich Nhat Hanh"

Transforme a sua jornada antes que ela o transforme em si!
Aulas gratuitas de Hatha Yoga e Meditação até ao final de Setembro
no Centro de Yoga e Meditação Shangri-La.

Hatha Yoga Tradicional

31.3.11



Demonstração de Hatha Yoga Tradicional

Dia 17 de Abril às 15:30h

O Yoga é uma prática ancestral, que surgiu na Índia há 5 mil anos.É um sistema de crescimento e desenvolvimento pessoal – é uma jornada para toda a vida. Permita-se experienciar o momento presente de forma consciente, em paz de corpo e espírito
.

Local: Feira biológica - Meeting Point (em frente ao Ténis na fig.da Foz)

Começar 2011 com uma nova consciência

7.1.11

Hatha Yoga Tradicional
Meditação
Chi Kung
Lu Jong
Do In

Segundas e terças às 19:30h
Quartas às 19:15h
(primeira aula grátis)

"Quando os cinco sentidos e a mente estão parados, e a própria razão descansa em silêncio, então começa o caminho supremo. Essa firmeza calma dos sentidos chama-se Ioga. Mas deve-se estar atento, pois o Ioga vem e vai."
Upanixade Katha,VI

Massagem BioSha: massagem relaxante, moxa, terra vulcânica e compressas quentes.
Consultora de Macrobiótica: orientação alimentar e diagnóstico.

Hatha Yoga

25.8.10


Os dias grandes, o mês de Agosto, as férias estão quase a terminar.
O trabalho, a chegada das aulas, a rotina aproxima-se.
É tempo de preparar o corpo e de tomar consciência do seu equilíbrio.
O Yoga tem sido praticado na Índia há milhares de anos. O Ocidente reconheceu os seus beneficios e hoje em dia é recomendado por médicos e terapeutas.
Através do Hatha Yoga e das suas agradáveis posturas (asanas) podemos eliminar tensões e desenvolver força, flexibilidade e tónus muscular. Os exercícios de respiração (pranayama) contribuem para o aumento da força vital. Com o relaxamento guiado podemos desfrutar de tranquilidade e felicidade interior.

Horários: terças e quintas às 19:30h

Aula experimental gratuita ou se preferir informe-se através do telefone ou email.

Recomendação:
Trazer roupa larga e cómoda de algodão, que facilite os movimentos.

O YOGA como caminho

20.8.10


Shiva

Origem do Yoga

Segundo lendas mitológicas da Índia, o yoga foi cantado nos Purãnas (fábulas e lendas) que afirmavam que o Deus Shiva ensinava à sua esposa, Parvati, as ãsanas (posturas) perto de um lago. Um matsya (peixe) observava-os e imitou-os, evoluindo desse modo até se transformar em homem.
O yoga é uma prática ancestral que nasceu na Índia há cerca de cinco mil anos, sendo transmitida oralmente até meados do ano 400 a.C. A partir daí, Pantãnjali codificou o conhecimento existente, organizando-o nos Yoga-Sutras, divididos em quatro livros.
De acordo com a filosofia indiana ortodoxa, há seis tipos de escolas, acopladas em três grupos, que têm como base os Vedas, escrituras sagradas que para além do seu poder espiritual dão uma visão da vida quotidiana na Índia de então.

I) Nyaya - Vaisheshika

II) Sãmkhya - Yoga

III) Mimãmsã - Vedanta

Segundo a crença dos seguidores da escola Nyaya, o conhecimento é a única forma de obter a libertação do sofrimento. É provavelmente a escola indiana mais próxima da filosofia analítica contemporânea. Baseia-se no texto filosófico Nyaya Sutras. A Vaisheshika expõe que todos os objectos, num universo físico, são redutíveis a um número finito de átomos. Historicamente, está estritamente associada à escola de lógica Nyaya.
A escola Sãmkhya baseia-se numa filosofia «dualista» entre prakriti (natureza, matéria) e purusha (alma, consciência). Segundo a doutrina Sãmkhya, a matéria é real, diferindo assim do Yoga, que defende que a matéria é apenas uma manifestação da mãyã (ilusão). A prakriti contém em si três gunas (qualidades) que são: sattva (clareza, lucidez, espiritualidade com tendência para a libertação), rajas (actividade, paixão, movimento) e tamas (peso, escuridão, inércia, ignorância).
Purusha é o conjunto das almas individuais e nesse sentido difere do Yoga que considera o purusha como a Grande Alma Universal. Por outro lado, prakriti é a fonte de toda a matéria, é a energia a partir da qual derivam as formas, mas é activada pela purusha.
Yoga
é uma das seis escolas de filosofia hindu que utiliza um conjunto de técnicas com o intuito de alcançar o Samãdhi (união com o Divino). Difere das outras darshanas (escolas), porque utiliza práticas contemplativas para atingir esse estado.
A escola Mimãmsã tem como base a análise dos Vedas, sobre como devem ser feitos os rituais e as cerimónias religiosas. Os Vedas são considerados como as Santas Escrituras mais antigas da Índia.
A palavra sânscrita Vedãnta é traduzida por «fim dos Vedas». A última parte dos Vedas é constituída pelas Upanishads. Estas formam o núcleo espiritual do pensamento vedântico.
A escola Vedãnta centra-se na compreensão da verdadeira natureza da realidade. Tem como objectivo acabar com a ignorância metafísica.

Estela Salema, O Yoga como caminho, Ed.Vogais & Co.
(à venda no Shangri-La)



Vipassana — Visão Profunda (Parte 2)

5.10.09


É difícil, portanto, especialmente no início, sentir essa alegria, porque o efeito da meditação é tão subtil; mesmo que já lá esteja, não é visível.

É fácil observar os pensamentos vulgares e mais óbvios. Digamos que estão a meditar e ouvem uma criança aos berros e isso irrita-vos e vocês observam essa irritação. Isso é bom. É assim que deve ser. Mas, por outro lado, há tantos outros pensamentos. Vêm e vão e regressam várias vezes e vocês nem se apercebem. Pensamentos muito, muito subtis. E então, quando se apercebem, em vinte minutos lá se foram quinze, a divagar, completamente distraídos só com pensamentos muito subtis, nada parecidos com o notar a irritação quando uma criança grita. E então o que acontece? Vocês arrependem-se. Bem, quando se arrependem, estão outra vez a namorar. O arrependimento é outro namoro. “Oh, eu não devia. Eu devia estar a meditar.” E também deviam estar a observar esse arrependimento. Na verdade, este namoro é muito menos prejudicial, porque não há muita intimidade. Há outro muito pior, que é quando sentem que não estão nada distraídos. “Ena! Estou completamente consciente de tudo. Não estou distraído.” Aí é que estão mesmo a namorar! Intimidade muito intensa! É tão difícil largá-la. Vocês querem mesmo permanecer nela. De qualquer forma, como eu dizia, a consistência é muito importante. Curto, directo, mas frequente. Segundo Longchenpa, “Curto, muitas vezes.” Longo, mas só uma vez, não tem grande efeito. E diria de forma consistente todo o dia, não nos limitando apenas a meditar de manhã ou à noite. Façam-no a qualquer hora, onde quer que se possam sentar. Na verdade, depois de algum tempo, até podem meditar de pé ou a dançar. Mas acho que para os principiantes é melhor, pelo menos, construir os alicerces e, para isso, acho que sentar-se é importante.


Se estiverem a meditar e se se aperceberem dos pensamentos vulgares, a consciência plena está lá. Mas, por vezes, as emoções fortes podem ser difíceis. Se descobrem que o vosso namorado vos anda a enganar e tentam praticar Vipassana, vai ser muito duro, porque temos este hábito de ajustar contas, de nos vingarmos. Somos tão orgulhosos. Ou se tiverem um problema conjugal e ambos souberem que a separação é a única solução, mas ficam os dois à espera de quem vai ser o primeiro a dizer “Vamos separar-nos.” No princípio é difícil a concentração, porque a vossa mente regressa sempre ao problema. Mas depois, digamos, quando são meditadores mais experientes e o ciúme, a possessividade, o orgulho ou a insegurança surgem durante a meditação, vocês apenas observam. Isso é bom. Mas assim que soa o despertador, voltam novamente a “Vamos lá ver. Onde é que nós estávamos?” E zás, lá estamos nós outra vez!

Mas se conseguirem apenas observar, sem atracção nem namoro, aos poucos tornam-se ainda mais experientes e o muro entre a meditação e a pós-meditação desmorona-se gradualmente. Percebem, neste momento há um grande muro entre a meditação e a pós-meditação. Não faz mal. Acho mesmo que quase precisam dele, caso contrário os principiantes não podem começar. Algum tempo depois, este muro começa a desmoronar-se. E então, mesmo durante a pós-meditação, quando ardem de ciúmes, sentem esse arrependimento ou culpa, esse desapontamento ou frustração. “Por que não estou eu concentrado?” Por um lado, sabem que não devem envolver-se ou namorar com esse assunto, mas continuam a fazê-lo, mesmo à frente do vosso nariz. Bem, quando isso acontece, é altura de receberem uma medalha. Estão a trabalhar bem. Se conseguirem contar, digamos, dez vezes por dia em que se sintam frustrados, desapontados ou culpados, isso é bom. Finalmente tornaram-se um pouco meditadores. Quando se sentem frustrados porque estão distraídos, o que significa isso? Pensem! Quando sabem que estão distraídos, automaticamente isso quer dizer que sabem o que é não estar distraído. Estão perto da sabedoria. Portanto, possam vocês sentir-se sempre frustrados!


Vipassana significa, basicamente, compreensão extraordinária ou visão penetrante, daí visão profunda. Basicamente, é meditar na sabedoria. Sabem, sabedoria e natureza de Buda são, no fundo, uma só coisa com nomes diferentes. São a mesma coisa. Agora já sabem, quando falamos da natureza de Buda ou de sabedoria, digamos, sabedoria tipo Vipassana, não estamos a falar de nada sobrenatural, sobre-humano, divino ou algo que tenham de cultivar. De que estamos então a falar? A sabedoria já lá está, certo? Como uma mola. Mas por que não a experienciamos? Porque andamos sempre excitados com o namoro. Portanto, como experienciamos a sabedoria? Não fazendo nada, sem excitações, deixando que tudo aconteça. E então, quando não estiverem a namorar ou ocupados com um pensamento, a sabedoria do não-julgamento está lá. O que é a sabedoria? Não-dualismo, certo? E o que significa isso? De uma forma muito grosseira, não-dualidade é basicamente não-julgamento. E aí, tudo o que fazem é apenas observar, sem se envolverem, sem se excitarem, apenas observando, ignorando. Vêem os pensamentos, mas ignoram-nos. Não há julgamento envolvido. Pode ser só por um breve momento, mas durante esse momento em que apenas observam e não fazem nada, já estão a experienciar a não-dualidade. Já estão a experienciar a sabedoria. É só isso que temos de cultivar. É tudo o que têm de fazer. Que maravilhosa via! Não há nada a perder e tudo a ganhar. Ganhar o quê? Somos todos maníacos do controlo, certo? Todos queremos comandar. Todos queremos ser o que controla. Como é que vocês controlam? Com isto. Se estão excitados, não estão a controlar, certo? Aqui, gradualmente tornam-se o controlador. Perfeito para gente como nós, maníacos do controlo. Estarão todos no lugar do condutor. Esqueçam a Iluminação. Sejam apenas um bom controlador. Isto funciona!


Mais informação e ensinamentos em Siddhartha's Intent

Vipassana — Visão Profunda

2.10.09







Este texto é a transcrição de um ensinamento de
Dzongsar Khyentse Rinpoche,
em 24 de Maio de 2006, em Byron Bay, Austrália.

Transcrito e editado por Lynne Macready.
Traduzido por Moksha.







Vamos começar já com a meditação. Os mais informados sobre meditação sabem o que fazer. Para os principiantes, sentar-se com a coluna direita é bom. Colocar algo sob o traseiro, para que fique mais alto do que as pernas, é uma boa ideia.

É permitido respirar. Só podem pestanejar em caso de necessidade. Podem engolir saliva quando for necessário. Para além disto, durante este tempo, aconteça o que acontecer, não se mexam até eu mandar parar. Não se cocem, mesmo que sintam comichão! Em vez disso, observem essa sensação. Se não acontecer nada de invulgar, observem apenas quaisquer pensamentos que surjam. Não precisam de pensar sobre o passado nem de fazer planos para o futuro. Se não houver pensamentos, também está bem. Se vos doer o tornozelo ou vos apetecer tossir, fiquem quietos. Não podem pigarrear. Se se esqueceram de desligar o telemóvel e ele tocar, não o desliguem. Observem apenas essa culpa. Basicamente, não façam nada. Tudo o que têm de fazer é estar atentos. Vamos então começar.


Como devem saber, já várias publicações internacionais referiram que a meditação faz bem à saúde. Cientistas já se deram conta de que a meditação é boa para o stresse, boa para o relaxamento e por aí fora. Se forem Budistas, e se forem dos genuínos, não estamos aqui por razões de saúde. Não estamos aqui para relaxar. Que interessa que estejam tensos ou não, porque, quando as pessoas falam em relaxar, isso quer dizer que relaxam durante um pouco e depois voltam à excitação habitual, não é verdade? É por isso que procuram o relaxamento – para poderem continuar a fazer mal a si mesmas e aos outros, depois de uma pequena hibernação. Se forem seguidores genuínos de Buda Gautama, estar relaxado e sem tensão não é o vosso objectivo. Ou, pelo menos, a definição de relaxamento e tensão deve ser diferente. O que é tensão? Segundo o Buda, tudo o que é dualista é tensão. Contemplar o nascer ou o pôr-do-sol pode ser tensão. É mais provável ser tensão do que relaxamento, segundo o Buda. O que é relaxamento? Libertarmo-nos deste espírito dualista é relaxamento. Nesse sentido, sim, o que procuramos é o relaxamento extremo. O que procuramos mesmo é livrar-nos da fonte de toda a tensão, que é o dualismo.

Sabem, a meditação é uma técnica. Podem perguntar-se “como é que isto nos ajuda a descobrir a natureza de Buda?” Ajuda muito e bem. De facto, diria que a meditação, tal como acabámos de a fazer, é talvez o método mais seguro, económico, prático e fácil. Em geral, sempre que um pensamento surge, namoramos com ele. Pode haver vários tipos de namoro – um namoro muito sadio, tal como desfrutar o pôr-do-sol, fazer amor, ser filantrópico ou dar abraços! Ou pode ser um tipo de namoro muito doentio e violentador, como quando surge a ira. Então a depressão, a culpa e a raiva apanham-nos, porque estamos furiosos. É a isso que chamo violentar. Estamos a violentar os pensamentos. Aconteça o que acontecer, é como se tivéssemos esquecido o preservativo e fôssemos como um coelho. Podemos atingir nove orgasmos de cada vez. Cada gota desses orgasmos gera montes de bebezinhos. É por isso que temos coelhinhos sem fim na nossa cabeça, a toda a hora. Logo, não podemos ver a natureza de Buda. Ao meditarmos como acabámos de fazer, apenas observamos o que acontece. Mesmo o observar já é um pouco de namoro, mas por agora serve. É a única forma de avançarmos. Qual é o resultado disto? Estamos realmente a começar a aprender a forma de ignorar os pensamentos. Já agora, sabem o que é ignorar? Por exemplo, se ignorarem alguém numa festa, o que significa isso? Significa que vocês sabem que ele está lá, mas não lhe prestam atenção, não é? Se não o virem, isso não é ignorá-lo, ou é? É simplesmente não o terem visto. Durante a meditação, vocês observam os pensamentos; sabem que eles estão lá, mas ignoram-nos. Não estimulam os pensamentos agradáveis nem desencorajam os pensamentos negativos. Apenas observam. Portanto, não estão a namorar. Não havendo namoro, não há procriação, não há proliferação de coelhos; logo, ficam menos ocupados, porque não têm de enxotar ou de amamentar estes bebezinhos. Ficam muito mais livres. É por isso que meditamos.


Penso que é óbvio que a meditação é uma coisa boa, mas praticá-la de forma consistente é difícil. Falta de disciplina, falta de entusiasmo e falta de ambiente tornam-na difícil. Principalmente falta de disciplina. Consistência é a chave. Se fizerem horas e horas de meditação e depois não a praticarem durante meses, voltam ao ponto de partida. Se conseguirem fazer, com consistência, cinco a dez minutos diários, o mais tardar ao fim de um ano sentirão alguma alegria e entusiasmo em praticar a meditação. Essa alegria é difícil de desenvolver porque, sabem, a meditação é muito aborrecida. Não tem nada de divertido. É duro não fazer coisa nenhuma. Isto é a arte de não fazer coisa nenhuma e é de facto difícil, especialmente porque nós, seres humanos modernos, gostamos de resultados rápidos. Na verdade, os resultados até aparecem rapidamente. Mas os resultados da meditação são muito subtis. Nós gostamos de resultados palpáveis, significativos, óbvios. Gostamos de Panadols ou de analgésicos. É assim a cultura moderna.
(continua)

Yoga e Meditação em Cantanhede

15.9.09

(sessão de yoga na praia da Figueira da Foz)


YOGA E MEDITAÇÃO

Dia 3 de Outubro às 10:30h

No CENTRO CENTAURO
(atrás da pastelaria Espiga D'Ouro em Cantanhede)

(entrada livre)

Contacto: Maria José 967396861

Introdução ao Yoga

30.7.09


O termo Yoga vem do sânscrito e significa unir ou harmonizar.

É um sistema de crescimento e desenvolvimento pesssoal e de manutenção da saúde duradouro que cultiva um sentimento de felicidade e realização.

Por outras palavras, Yoga significa trabalhar para atingir um nível em que as actividades do corpo e da mente funcionem harmoniosamente em conjunto.

O Yoga também se refere à união entre o indivíduo e o Divino. No entanto, não representa qualquer religião em especial; é um sistema que visa ajudar as pessoas a atingir o seu pleno potencial e uma consciência elevada. Isto é conseguido através de técnicas ancestrais, acessíveis a todos os interessados, que concorrem para o desenvolvimento de todas as faculdades humanas: fiísicas, emocionais, mentais e espirituais.

A ciência do Yoga é vasta e foi dividida em vários ramos: o Hatha Yoga, o Raja Yoga, o Jnana Yoga, o Bhakti Yoga, o Karma Yoga, o Mantra Yoga, o Laya Yoga e o Yoga Tântrico.

Na palavra composta Hatha, "ha" significa Sol e "tha" significa Lua, referindo-se ao equilíbrio entre o masculino e o feminino, o dia e a noite, o positivo e o negativo, o yin e o yang, o quente e o frio ou de outros pares opostos mas complementares.

A aplicação deste conceito consiste na condução dos dois lados do corpo a um estado de equilíbrio através do desenvolvimento de igual força e flexibilidade de ambos os lados. Também tem a ver com a indução dos dois hemisférios cerebrais, de modo a que o lado lógico, matemático e o creativo e o intuitivo sejam estimulados a trabalhar em harmonia e com igual eficiência.


O processo de aprender a ajudar o corpo a funcionar saudavelmente pode ser engrandecedor, pois ensina o praticante a modificar o corpo, a mente e o estado emocional e, portanto, a controlar a vida e a saúde (física, mental, emocional e espiritualmente).

A vida de hoje é acelerada, competitiva e cheia de tensões. Quando as exigências que nos são feitas excedem largamente os nossos níveis habituais de prestação ou resolução (sejam eles físicos, emocionais ou mentais) experimentamos desconforto e tensão, e as defesas do organismo ficam sobrecarregadas e exaustas. Os efeitos colaterais incluem frustração, tensão muscular (resultando especialmente em problemas nas costas), depressão, ansiedade, falta de fôlego e problemas de concentração. O Yoga liberta o corpo destes sintomas de stress. Numa primeira fase, através dos exercícios de relaxamento, depois através dos exercícios de fexibilidade, prevenindo o alívio da tensão muscular e, finalmente, o uso da respiração profunda e controlada durante as posturas ajuda a controlar a irregulariedade respiratória e a atingir e a manter um estado de calma e estabilidade emocional.


Confie na inteligência do seu corpo para orientar a prática, a fim de poder apreciá-lo a colher as recompensas.

Adaptado de Noa Belling, Manual completo de Yoga, Editorial Estampa

Yoga da vassoura

3.7.09


foto (c) Dang Ngo


O ANCIÃO IGNORANTE

Era um velho muito simples e analfabeto. Queria encontrar a paz interior e dedicar os últimos anos da sua existência a melhorar a sua vida interior. Dirigiu-se a um mosteiro e bateu às suas portas. Explicou aos monges que tinha um vivo desejo de encontrar o sentido da vida, de se purificar e achar a serenidade definitiva, pelo que pedia que o aceitassem como noviço. Os monges pensaram que o homem era tão simples e tão inculto que nem poderia entender os ensinamentos mais básicos, nem ler as Escrituras; mas como o viram tão motivado e com intenção pura, deram-lhe uma vassoura e disseram-lhe que se ocupasse diariamente de varrer o claustro.
Durante anos, o ancião varreu o claustro muito atenta e esmeradamente, sem deixar de fazê-lo um único dia. Paulatinamente, todos os homens começaram a ver mudanças notáveis no varredor. Parecia tão sossegado, gozoso, harmonioso! Todo ele emanava uma atmosfera de sublime serenidade. A sua inspiradora presença chamava tanto a atenção que os monges se aperceberam de que o homem tinha atingido um considerável grau de evolução espiritual e uma grande pureza de coração. Perplexos, perguntaram-lhe se tinha seguido alguma prática ou método especial, mas o velho, com toda a humildade, disse:
— Não, não fiz nada de especial, acreditem. Dediquei-me diariamente, com amor, a limpar o claustro, e cada vez que varria o lixo, pensava que estava também a varrer o meu coração, limpando-me de todo o veneno.

Ramiro Calle, Os Melhores Contos Espirituais do Oriente
A Esfera dos Livros, 2006

Yoga e Meditação em Cantanhede

9.6.09

O Shangri-La visita Cantanhede duas vezes por mês.

A Dra. Conceição Silva disponibiliza o seu Espaço Centauro (de Terapia Psico-corporal, Massagem Biodinâmica e Constelações), para a prática do Yoga e Meditação.

Marcações através do nº 962637116